Situação de direitos humanos em Angola foi "terrível" em 2022, diz Amnistia Internacional

 

Situação de direitos humanos em Angola foi "terrível" em 2022, diz Amnistia Internacional

Situação de direitos humanos em Angola foi "terrível" em 2022, diz Amnistia Internacional

A situação de direitos humanos em Angola “permaneceu terrível” em 2022, diz a Amnistia Internacional (AI) no seu Relatório do Estado dos Direitos Humanos no Mundo 2023, divulgado esta terça-feira, 28.

Ao abordar as eleições do ano passado, a organização afirma que a repressão de reuniões pacificas e protestos pela juventude aumentou no período pré-eleitoral e acrescenta que a “apatia sem precedentes entre o eleitorado, em que somente 46% votaram, contribuiu para a vitória do Movimento Popular para a Libertação de Angola (MPLA) com 51%, a margem de vitória mais pequena de sempre”.

“Quando alegações de irregularidades eleitorais levantaram uma sombra sobre a legitimidade da vitória do MPLA, o Presidente Lourenço tomou posse com uma demonstração de força militar nas ruas e céus de Luanda”, diz o documento.

“Embora não tenha havido registo de violações de direitos humanos nos locais de voto no dia das eleições, numerosas acções das forças de segurança contra o direito à reunião pacífica, protestos e liberdade de expressão no período pré e pós-eleitoral foram registados”, acrescenta a AI para a qual “os agentes da segurança gozaram de impunidade por esses crimes”.

Aquela organização de defesa dos direitos internacionais detalha as prisões de activistas em Cabinda, Malanje e Luanda e ainda “prisões em massa levadas a cabo após as eleições”.

Neste caso, detalha, entre outros, a prisão em Agosto de 19 pessoas na sequência de uma manifestação contra o resultado das eleições em Benguela.

A prisão do activista Osvaldo Caholo em Setembro e a invasão da casa do jornalisa Cláudio Emmanuel, cuja mulher foi torturada por homens não identificados, são outros casos mencionados

“Embora o caso de Claudio Emmanuel tenha sido reportado à polícia que mais tarde se deslocou à casa de Cláudio Emmanuel , ninguém foi responsabilizado”, sublinha o relatório.

Pobreza e fome

O documento descreve também a situação de pobreza e fome em várias zonas de Angola causadas ela seca e revela que em algumas áreas “alguns adultos e crianças tiveram que comer capim para sobreviverem”.

A AI diz que apesar de apelos de organizações internacionais e locais a expropriação de terras para para fins comerciais continuou.

“As transferências de comunidades pastorícias para fazendeiros comerciais exarcebaram a falta de alimentos e água ao limitar o acesso de comunidades a terra aráveis e impedindo-os de transferirem o seu gado para terras de pastagem de acordo com as estações do ano”, lê-se no documento.

“As autoridades e os fazendeiros violaram os direitos políticos e de procedimentos dos pastores, incluindo os seus direitos a compensação justa, consultas comunitárias avaliação de impacto ambiental e recolocação”, assevera ainda a AI, que concluiu dizendo que "a insegurança alimentar nas províncias do Cunene, Huíla e Namibe foi das piores do mundo". VOA

Pedro João Cassule Manuel Manuel

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