Presidente de Cabo Verde vai condecorar membros da diáspora
O Presidente de Cabo Verde, José Maria Neves, vai condecorar mais de uma dezena de personalidades cabo-verdianas durante a sua primeira 'Presidência na diáspora', que realiza dentro de uma semana nos Estados Unidos da América (EUA).

De acordo com um decreto presidencial de 23 de Março, consultado ontem pela Lusa, serão condecoradas 14 personalidades cabo-verdianas nos EUA, com diferentes distinções, com o chefe de Estado a recordar tratar-se de uma comunidade "integrada e legitimamente bem respeitada”.
"No seu seio sempre foram cultivados os valores do bem comum e da solidariedade, bem como o do orgulho pelos seus membros que, em diferentes domínios se foram distinguindo pelo seu desempenho individual e contributo para o engrandecimento comunitário e da grande nação americana”, lê-se no texto do decreto presidencial. O Presidente cabo-verdiano vai realizar de 31 de Março a 05 de Abril, nos Estados Unidos da América, a sua primeira 'Presidência na diáspora'.
Em comunicado, a Presidência da República cabo-verdiana explicou anteriormente que a "escolha da mais antiga e numerosa comunidade cabo-verdiana no estrangeiro” para a primeira iniciativa do género no mandato de José Maria Neves, iniciado em Novembro de 2021, representa "uma justa homenagem" a toda a emigração. A população de Cabo Verde ronda os 500 mil habitantes, mas o Governo estimou recentemente que mais de um milhão e meio de cabo-verdianos vivem na Europa e EUA, estando o sistema financeiro do arquipélago dependente das remessas desses emigrantes.
Durante esta primeira 'Presidência na diáspora', José Maria Neves realizará no Museu da Baleia, em New Bedford, um encontro com membros da comunidade cabo-verdiana nos EUA, momento em que o chefe de Estado vai ainda condecorar personalidades, instituições e organizações representativas da diáspora. No decreto presidencial que atribui as condecorações é recordado que o "orgulho” da comunidade cabo-verdiana nos EUA "é também, e muito naturalmente, sentido e vivido em Cabo Verde”.
ASSASSINA EXTRADITADA PARA PORTUGAL
Entretanto, as autoridades cabo-verdianas extraditaram sábado para Portugal uma cidadã portuguesa condenada a 17 anos de prisão pelo homicídio, no país de origem, do seu namorado, divulgou a Polícia Judiciária cabo-verdiana, através do gabinete da Interpol na Praia. "A Polícia Judiciária [PJ], através do gabinete da Interpol Praia, informa que foi efectuada este sábado, 25 de Março, a extradição de um indivíduo do sexo feminino, de 42 anos de idade de nacionalidade portuguesa para o seu país de origem”, refere a PJ cabo-verdiana, em comunicado citado pela Lusa.
Acrescenta que a detida foi condenada a 17 anos de prisão pela prática de um crime de homicídio voluntário agravado contra o seu namorado, "tendo para isso utilizado gelo seco em concurso com um crime de incêndio, encontrando-se foragida da justiça portuguesa”.
"Em Cabo Verde desde 28 de Fevereiro de 2021, a detida já cumpriu parte da pena de prisão, faltando por cumprir 14 anos, sete meses e 17 dias”, esclarece a PJ cabo-verdiana. Refere igualmente que em 09 de Setembro de 2022 foi emitida uma "Notícia Vermelha” da Interpol, sobre pessoas procuradas para extradição, por parte das autoridades portuguesas, e que a 22 de Setembro de 2022 "a mulher foi detida ao entrar na casa onde residia em Santaninha”, em Várzea da Companhia, na cidade da Praia. Em 23 de Setembro de 2022, a detida foi apresentada ao Tribunal da Relação de Sotavento que lhe decretou a prisão preventiva, pelo que, "após esgotar todos os recursos, e por Acórdão do Supremo Tribunal da Justiça de Cabo Verde”, foi extraditada para Portugal.