Inflação regista abrandamento para nível mais baixo
O crescimento homólogo em Março foi inferior à previsão dos analistas, que apontaram que a inflação se iria fixar em 1 por cento.
Dong Lijuan, analista do Gabinete Nacional de Estatísticas (GNE) da China, atribuiu este valor à queda dos preços da gasolina e do gasóleo e, sobretudo, dos legumes frescos, cujo preço caiu 11,1 por cento, em termos homólogos, e 7,2, face a Fevereiro, devido à sua maior disponibilidade no mercado, suscitada por questões sazonais.
"Em Março, a produção (...) continuou a recuperar e o mercado consumidor esteve bem abastecido, então os preços caíram", apontou Dong.
Face a Fevereiro, os preços ao consumidor caíram 0,3 por cento. Os analistas não previam qualquer mudança.
Num relatório, a consultora britânica Capital Economics apontou que, embora continue a esperar "alguma pressão ascendente" sobre a in-
flação, nos próximos meses, o IPC deve ficar abaixo da meta de 3 por cento que o Governo fixou para este ano: "A recuperação vai ser muito menor do que o registado noutras economias após terem relaxado as medidas de prevenção epidémica".
O GNE também publicou hoje o índice de preços ao produtor (PPI), que mede os preços industriais. Este indicador caiu 2,5 por cento, em termos homólogos, o nível mais baixo em 33 meses.
Esta descida foi 1,1 por cento mais pronunciada do que a registada no mês anterior, mas, desta vez, ficou em linha com o que os especialistas esperavam.
Dong lembrou que o PPI apresenta uma tendência de queda em termos homólogos há vários meses, devido ao efeito base comparativo, após as fortes taxas de inflação experimentadas nos últimos meses de 2021 e nos primeiros meses de 2022.